O FUMETA


Beckandroll em São Paulo

A primeira impressão que se tem ao chegar voando em São Paulo é de que aquela porrada de prédios lá embaixo nada mais é do que a grande coleção de caixinhas de uma gigantesca maquete bem construída.

Em seguida, ao desembarcar, temos a real dimensão da coisa: as escalas são bem maiores da que estamos acostumados aqui no Rio Grande.

Muita gente, muita gente de todos os tipos, muitos tipos de lojas, edifícios muito altos, carros, sons, cheiros, idiomas, climas...

Algo positivamente impressionante.

Para os fumantes, como eu, outra coisa chama atenção: a onipresença das plaquinhas informando ser proibido fumar. A recente lei antifumo naquelas terras veio pra valer.



O mais engraçado (e hipócrita) é que se tu está com um grupo de amigos em um bar, na mesa da rua, quem está sentado sob o toldo não pode fumar, quem está fora da proteção do estabelecimento pode, isso na mesma mesa. Surreal.

Após nos hospedarmos no albergue, caminhamos o sábado todo pela região central de Sampa, sob chuva constante. Vez que outra a chuvinha dava uma trégua, mas em seguida voltava, às vezes mais forte. Já no domingo, sol forte e muito calor, enquanto caminhávamos pela avenida Paulista.

Visitamos a famosa Galeria do Rock, cheia de gente esquisita e emos. Visitamos os edifícios Andrauss e Joelma, aqueles famosos que incendiaram há muitos anos e nos quais morreramn muitas pessoas (passeio mórbido).



À noite, fomos para a lendária Rua Augusta, conhecer o bar que iríamos tocar no domingo. Fizemos a nossa 'balada' como dizem os paulistas, por lá mesmo.

Eu já estava negativamente impressionado com um aspecto estranho da cidade: a ausência de mulheres bonitas. Mas, aí, foi quando conheci uma carioca lindíssima, pela qual me quedei encantado.

Ir pra São Paulo e ficar com uma carioca, algo que só acontece em São Paulo mesmo.

Guardarei a memória dos nossos bons momentos juntos para sempre, certamente.

Outra coisa muito legal foi voar pela primeira vez. Achei absolutamente fascinante. Nasci pra isso e quero repetir a dose muito em breve.

Bom, depois de passar a 'balada' de sábado na companhia de uma carioca linda, tentei me recuperar da pequena ressaca durante o domingo, pois à noite tínhamos que tocar no Clube Outs, na Rua Augusta.



Estávamos escalados como a última banda da noite. Então chegamos bem tarde no lugar e já tocamos em seguida. Apesar do público escasso, as pessoas que assistiram curtiram bastante. Acharam a banda bem diferente, principalmente do som que se faz quase unanimemente lá em SP hoje em dia que é o tal do hardcore melódico, emo, pop punk e afins.



A experiência foi incrível, valeu cada minuto. Espero repetir em breve. Conheci uma cidade muito louca, conheci gente muito legal, não fui assassinado por nenhum mano torcedor do Corinthians, voei pela primeira vez e ainda de quebra fiz um show para um público diferente, de uma cultura diferente. O saldo foi muito positivo. Que venham mais viagens como essa.



Escrito por beckandroll às 17h24
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Beckandroll no Complexo Master (10/10/2009)

Foi uma experiência inédita. Tocar dentro de um estúdio sob a lente de uma câmera. As imagens eram transmitidas simultaneamente pelos telões da casa. Foi estranho, mas divertido ao mesmo tempo.

 

 

 

Não saber a reação do público foi o que mais me causou estranheza. Não ter aquele retorno imediato da plateia, ficar sem saber se aquela ou a outra música tinha agradado mais.

 

O show não foi tão bom quanto o último, em Canoas. Dentro do estúdio os instrumentos estavam mal equalizados. Eu ouvia muito baixo o meu vocal. A guitarra em compensação estava boa.

 

Agradeço a todos que apareceram, inclusive algumas pessoas que eu conhecia somente na internet.

 

Agradeço o pessoal da Megadrivers pela parceria, e pelo Matt ter sido o cameraman durante a nossa apresentação. Bom, eu fui o câmera durante a apresentação deles. Nada mais justo.

 

Enfim, foi bem legal e espero que possamos fazer novamente algo assim no Complexo Master.

 



Escrito por beckandroll às 18h23
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Beckandroll no Wave Music Hall (02/10/2009)

Quando entrei pela porta do lugar ouvi os grilos criquilando e avistei um bolo de feno passar carregado pelo vento. A casa estava vazia.

Quer dizer, estavam lá dois atendentes atrás do balcão, umas três pessoas num canto escuro, mais um ou outro cidadão perdido e o pessoal da banda. Conversando com o cara que organizou a bagaça descobri tudo: três das seis bandas que tocariam na noite simplesmente não deram as caras. O negócio então era encarar a situação. Tomar uma ceva gelada no balcão e tocar como se o lugar estivesse cheio de gente. Ou não. Ficar embriagado e tocar como se estivesse em casa, afinal não teria ninguém pra notar se a banda tocasse bem ou mal. Bom, os atendentes atrás do balcão talvez notassem, mas, creio eu, devem estar acostumados a ver todo tipo de banda ruim e boa. Provavelmente mais bandas da primeira categoria.


Então subiu ao palco uma banda chamada Os Diletantes. Tocaram somente som próprio, achei isso muito interessante. É bem difícil encontrar bandas desconhecidas que tocam somente seu próprio trabalho. O som dos caras parece bastante com o da Cachorro Grande.

Depois deles seria a nossa vez. Então subimos ao palco,  montamos bateria, plugamos baixo, guitarra, demos uma leve regulada na equalização do microfone principal e mandamos ver. Tocamos sete músicas, na seguinte ordem:

- Relação doentia

- Tema de canção

- Teclas e bolor

- Minha morte

- Sexo musical

- Cami Marder

- Uma mulher bipolar

Foi um showzaço! A banda nunca havia tocado tão bem e com tanta atitude em toda sua curta vida de palcos.


Pouco antes de começarmos a tocar chegaram mais algumas pessoas. Imagino que estavam umas trinta pessoas presentes no local ao todo.E estas pessoas que estavam lá gostaram muito do show. Deu pra perceber. A cada música que terminávamos elas aplaudiam sinceramente. Isso foi muito bom. Fez bem para a banda.

Conversando com alguns garotos mais tarde tive a certeza que o show havia agradado. Eles me disseram entusiasticamente que a banda era muito boa. Bem legal.

As fotos do show ficaram a cargo da querida Suka, namorada do Felipe, batera.

Ah, esse foi o show de estreia do Rodrigo na banda. Enfim, começou com o pé direito.

Que venham mais shows como esse!



Escrito por beckandroll às 18h03
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